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Cultura Ecossistemas Digitais 5.0

11-08-2026

“Ecossistemas Digitais 5.0 e a Interação Humano/Computador - Impactos e desafios no processo de envelhecimento” (edição RVJ Editores) é o novo livro do docente e investigador português, Henrique Gil. A obra aborda as novas tecnologias e a sua relação com as pessoas mais idosas, sublinhando o papel importante que as universidades séniores, como a USALBI, têm na mitigação e combate às chamadas fraturas digitais.
No prefácio, Arnaldo Braz, presidente da USALBI, considera a obra “um importante contributo para o debate sobre a inclusão, a dignidade e a participação ativa da população sénior no mundo digital. Ao centrar-se nas pessoas mais velhas, o livro relembra-nos que a exclusão digital pode facilmente converter-se em exclusão social, tornando urgente a promoção de respostas educativas e comunitárias que garantam uma sociedade mais inclusiva”.
Aquele responsável lembra que “estamos a ser confrontados com novos ecossistemas sociais, com ecossistemas digitais que requerem um novo perfil de cidadania, uma cidadania digital: ‘e-cidadania’. Esta nova ‘e-cidadania’ vem implicar uma infoinclusão dos cidadãos porque só desta forma poderão usufruir das potencialidades que os recursos e/ou plataformas digitais vêm proporcionar. O problema reside no facto de ainda muitos cidadãos estarem infoexcluídos e, por essa via, encontram-se privados dos conceitos básicos onde assenta uma sociedade democrática: a plena igualdade de oportunidades. A fratura digital vem, por este meio, criar contextos que facilmente derivam para uma exclusão social. E, no presente, uma exclusão digital ou corresponde a uma exclusão social”.
Henrique Gil sublinha que “para se poder usufruir de todas estas novas potencialidades das tecnologias digitais emergentes, é necessário e fundamental que os cidadãos e, em particular os adultos mais idosos, consigam estar incluídos nos novos Ecossistemas Digitais 5.0. No sentido de uma continuidade e de uma complementaridade de uma Indústria 5.0, de uma Educação 5.0 e de uma Sociedade 5.0. Ou seja, promover todas as condições para um novo cidadão, um Cidadão 5.0, que esteja incluído digitalmente e, por essa via, que esteja incluído socialmente”.
O investigadora lembra que “a exclusão digital é hoje uma das expressões mais relevantes de desigualdade social, com efeitos particularmente penalizadores na população idosa. A transição para serviços públicos digitais, o agendamento de cuidados de saúde, o acesso a informação credível, o contacto com familiares, ou mesmo a gestão bancária e de pagamentos dependem de Ecossistemas Digitais 5.0 e a Interação Humano-Computador Impactos e desafios no processo de envelhecimento literacias digitais ‘mínimas’. Quando estas competências não existem, o risco não é apenas o de ficar para trás em termos tecnológicos; é o de ver comprometida a autonomia, a participação social e o exercício pleno de cidadania”.

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