Este website utiliza cookies que facilitam a navegação, o registo e a recolha de dados estatísticos.
A informação armazenada nos cookies é utilizada exclusivamente pelo nosso website. Ao navegar com os cookies ativos consente a sua utilização.

Diretor Fundador: João Ruivo Diretor: João Carrega Ano: XXVIII

Atualidade Luís Represas parte aos 69 anos: o país ficou mais pobre

22-07-2026

O cantor Luís Represas, que integrava os Trovante, morreu, dia 22 de julho, aos 69 anos vítima de doença prolongada, de acordo com a agência que o representava.
O cantor Luís Represas comemorava este ano os 50 anos de carreira, divididos entre os Trovante e a solo, tendo atuado em março com a banda no Meo Arena, em Lisboa, e no Pavilhão Rosa Mota, no Porto.
Em 2005 foi distinguido pelo Estado Português com a Ordem de Mérito - grau de Comendador.

Homenagem a uma das maiores referencias

O Presidente da República, em nota publicada no site oficial da Presidência, lembra que "há vozes que não pertencem apenas a quem as canta. Pertencem ao tempo, à memória e ao coração de um povo".
Para António José Seguro, "a partida do Luís Represas não encontrará silêncio. Encontrará as canções que deixou acesas, como pequenas luzes sobre a vida de tantas gerações de portugueses. Encontrará melodias que continuarão a nascer em cada reencontro, em cada saudade, em cada instante em que alguém voltar a cantar as palavras que ele nos ofereceu".
"Partiu o homem. Ficou a voz", acrescenta o Presidente da República.
Na mesma nota, o Chefe de Estado escreve: "Uma voz que soube transformar a nostalgia em esperança, a simplicidade em beleza e a música num lugar onde Portugal tantas vezes se reconheceu. Das praças aos palcos, dos dias de festa aos momentos de recolhimento, o seu talento ensinou-nos que há canções capazes de vencer o tempo. Há vidas que terminam. Há músicas que pertencem à eternidade. As músicas do Luís Represas são dessas. Porque há artistas que deixam discos. Outros deixam memória. Os maiores deixam um país a cantar. O Luís Represas será sempre um dos nossos maiores. E Portugal, em dor, canta as suas canções".
António José Seguro diz, "em nome de Portugal, curvo-me perante a sua memória com gratidão. E abraço, com profunda solidariedade, a sua família, os seus amigos, os seus companheiros dos Trovante e todos aqueles que hoje sentem que perderam alguém da sua própria casa, da nossa própria casa. Enquanto houver quem cante as suas canções, Luís Represas continuará a regressar. Não como lembrança distante, mas como presença viva, nessa forma discreta e luminosa que só a verdadeira arte conhece".
António José Seguro termina com a uma nota mais pessoal: "Hoje perdi um amigo. Choro, em Cabo Verde, a sua partida. Recordo a noite fantástica no passado dia 21 de março. Recordo tantos momentos bons ao longo dos anos. Saudades do futuro, Luís... Talvez um dia te encontre...".
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, também lamentou a morte de Luís Represas, considerando o cantor como uma das maiores referências musicais do país, cujo óbito representa "uma grande perda".
“Luís Represas é uma das nossas maiores referências musicais. A sua partida é uma perda para o país e para a nossa cultura, mas o seu legado permanecerá tão contagiante como numa vida cheia de “sede de infinito… e dizê-lo cantando a toda a gente”, escreveu o primeiro-ministro nas suas redes sociais.
Luis Montenegro apresenta as suas “mais sentidas condolências”, à “família, aos amigos e a todos os que foram tocados pela sua obra”.
O Partido Socialista (PS) também lamentou a morte do cantor Luís Represas, considerando que Portugal perdeu uma das suas vozes mais marcantes, um artista que soube transformar a música em memória, emoção e compromisso.
“O seu legado permanecerá vivo nas canções que atravessaram gerações e, de forma muito especial, em ‘Timor’, um hino de esperança, liberdade e solidariedade que acompanhou a luta de um povo e marcou profundamente a consciência de tantos portugueses”, destacou o PS em comunicado.
Na nota, o PS evocou a obra de Luís Represas “com gratidão e respeito”, esperando que a “sua voz e a sua música continuem a inspirar as gerações futuras”.

À família e amigos, o Ensino Magazine endereça as mais sentidas condolências.

EM/LUSA
Arquivo EM
Voltar