Este website utiliza cookies que facilitam a navegação, o registo e a recolha de dados estatísticos.
A informação armazenada nos cookies é utilizada exclusivamente pelo nosso website. Ao navegar com os cookies ativos consente a sua utilização.

Diretor Fundador: João Ruivo Diretor: João Carrega Ano: XXVIII

Atualidade Quase metade dos alunos portugueses usam a IA para estudar

14-09-2026

Quase metade dos alunos portugueses de 15 anos usam a Inteligência Artificial para estudar e fazer trabalhos e há cada vez mais relatos de estudantes distraídos com os écrans durante as aulas.
Estas são algumas das conclusões da nova edição do maior estudo internacional sobre educação, o Programme for International Student Assessment (PISA), que envolveu mais de 760 mil alunos de 91 países e economias.
O estudo avaliou a relação dos alunos de 15 anos com os dispositivos digitais e concluiu que os portugueses passam, em média, uma hora e 24 minutos por dia na escola a usá-los para aprender, abaixo da média diária da OCDE, de uma hora e 42 minutos.
No entanto, os portugueses passam mais tempo em frente aos ecrãs para lazer, superando a média da OCDE: são 1,2 horas de lazer, contra 1,1 hora na OCDE.
Voltando à sala de aula, 31% dos estudantes portugueses dizem que os seus colegas se distraem frequentemente com dispositivos digitais nas aulas de Ciências, contra 28% na OCDE.
O estudo mostra ainda que os estudantes que se distraem com os ecrãs têm piores desempenhos académicos, quando comparados com os colegas que garantem não se distrair.
Os investigadores alertam para a importância da forma como são usadas as ferramentas digitais e a Inteligência Artificial (IA) na aprendizagem: se uma utilização moderada pode trazer melhor resultados, um uso excessivo provoca distração digital e piora os resultados académicos.
“As salas de aula devem ser mantidas livres de distrações digitais evitáveis”, como o uso não pedagógico de telemóveis, lê-se no relatório, que defende que a IA “deve ser usada de forma direcionada para feedback e prática personalizada”, complementando, e não substituindo, a aprendizagem ativa e o raciocínio dos alunos.
Dos quase sete mil alunos portugueses inquiridos, 48% disseram usar chatbots de IA para aprender (a média da OCDE é de 46%). Dizem que os usam para fazer uma pesquisa inicial, elaborar resumos ou escrever textos.
A boa notícia é que a maioria dos alunos (57%) diz que avalia, em sala de aula, a qualidade da informação produzida por IA, mais do que a média da OCDE (53%), e os alunos portugueses surgem entre os que mais dizem cruzar informações de fontes diferentes.

Voltar