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Escola Portugal precisa de 39 mil professores até 2034

29-09-2026

Portugal precisa de recrutar 39 mil professores até ao ano letivo 2034-35, e 20 mil docentes até ao ano 2029/30. Os números foram divulgados pelo relatório anual Education at a Glance 2026, da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).

O relatório, apresentado na manhã de 29 de setembro no Teatro Thalia, em Lisboa, revela ainda que 66% dos docentes que se encontram no ativo em Portugal têm mais de 50 anos, sendo que na faixa  entre os 55 e os 64 anos estão 38% dos professores. Já à beira da reforma, com 65 anos, encontram-se 6,2%.

Os dados foram divulgados pelo ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre. Segundo o relatório, "as vagas para professores por preencher nas escolas públicas raramente se distribuem de forma uniforme. As médias nacionais podem ocultar a concentração da escassez de professores em certas regiões e escolas, exigindo respostas ajustadas às necessidades locais".

A 4 de setembro, o número de horários por preencher era de 664, sendo que 408 horários eram completos.

Os números revelam dificuldades, sobretudo nos grandes centros e onde o custo da habitação é mais elevado. 

Fernando Alexandre olha para a revisão do Estatuto da Carreira Docente, nomeadamente no que ao modelo de concurso docente diz respeito, como uma oportunidade.

No entender do ministro essa será uma oportunidade. O novo modelo pressupõe "a redução significativa do número de procedimentos, momentos concursais e regras distintas de colocação; Reforço da rapidez e da transparência das colocações, colocando mais rapidamente os docentes das escolas; Alargamento da base de candidatos disponíveis, facilitando a entrada de novos docentes e aumentando a capacidade de
resposta; e a criação de uma base nacional única e permanente de candidatos, centralizada e gerida pela AGSE".

O governante considera que "as escolas precisam de um sistema que permita responder rapidamente às necessidades de docentes, reduzindo o tempo em que os alunos permanecem sem professor".

O novo Modelo assenta em dois procedimentos concursais distintos, a saber: Procedimento concursal interno e externo e Procedimento Concursal Contínuo.

O primeiro, de cariz anual, abrange todas as vagas permanentes disponíveis nos quadros das escolas e QZP. Permite a mobilidade dos docentes de quadro para uma colocação mais próxima do pretendido e a vinculação de novos docentes pelo concurso externo, respeitando a graduação e  sem ultrapassagens. Realiza-se antes do início do ano letivo.

O segundo, de cariz contínuo, decorre durante todo o ano letivo, com colocação diária, segundo a prioridade, graduação e preferências. Aberto a candidatos profissionalizados ou com habilitação própria, supre necessidades docentes quase instantaneamente, garantindo uma resposta célere às escolas.

Fernando Alexandre apresentou ainda a visão do Ministério que tutela, e que passa por "garantir a igualdade de oportunidades no acesso a uma Educação de elevada qualidade em todo o território nacional, bem como gerar e transformar talento e conhecimento em valor social e económico Construir um sistema de Educação, Ciência e Inovação orientado para o futuro, capaz de se adaptar a um mundo em constante mudança".

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