António Lourenço Marques, médico, escritor, poeta, recebeu, em Cannes, a Medalha de Mérito Cultural, atribuída pela União Mundial dos Escritores Médicos. A distinção, que é a primeira vez que se atribui, foi feita durante o 68.° Congresso daquela organização, no final de setembro, onde aquele que foi um dos percursores dos cuidados paliativos no nosso país, apresentou “uma comunicação sobre Ribeiro Sanches, o médico das Luzes, natural de Penamacor, e sobre a sua célebre biblioteca de Paris, que não chegou a vir para Portugal. No fundo, falei no amor dos livros e do meu último livro, «O Branco Semeia» (edição RVJ – Editores).
“A Medalha de Mérito Literário da União Mundial dos Escritores Médicos (UMEM) reconhece o trabalho de escrita humanística desenvolvido por médicos”, explica.
Comendador da Ordem do Mérito, António Lourenço Marques Gonçalves (nascido em 1952, em Souto da Casa, Portugal) é médico aposentado, antigo Chefe de Serviço de Anestesiologia, e possui a Competência em Medicina Paliativa atribuída pela Ordem dos Médicos. Em 1992, teve um papel fundamental na criação da Unidade de Tratamento da Dor do Hospital Distrital do Fundão, uma estrutura pioneira que, posteriormente, deu origem ao Serviço de Medicina Paliativa do Centro Hospitalar Cova da Beira, que dirigiu. Tratou-se da primeira Unidade de Cuidados Paliativos em Portugal.
Exerceu funções como Professor Associado Convidado na Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade da Beira Interior e dirige atualmente os Cadernos de Cultura – Medicina na Beira Interior: da Pré-História ao Século XXI. É autor de numerosas publicações nas áreas dos cuidados paliativos e da história da medicina.
Enquanto poeta, publicou Rudimentos (2015), Alusão de imagens (2019), Como afRONtA à VIda e bRUmaS (2022) e O branco semeia (2026).
Ao longo da sua carreira, recebeu diversos prémios e distinções, como o Prémio António Patrício, atribuído pela Sociedade Portuguesa de Escritores e Artistas Médicos, na sequência do seu livro “Rudimentos”.