Este website utiliza cookies que facilitam a navegação, o registo e a recolha de dados estatísticos.
A informação armazenada nos cookies é utilizada exclusivamente pelo nosso website. Ao navegar com os cookies ativos consente a sua utilização.

Diretor Fundador: João Ruivo Diretor: João Carrega Ano: XXVIII

Atualidade Ministro diz que não há igualdade de oportunidades sem exames nacionais

28-10-2026

O ministro da Educação defendeu, no passado dia 25 de outubro, que não há igualdade de oportunidades sem exames nacionais, esclarecendo que o problema que houve na correção destas provas, nada teve a ver com a reforma orgânica do Ministério.

A posição de Fernando Alexandre surge no dia em que arrancou uma semana de luta de estudantes, com iniciativas de norte a sul do país, exigindo o fim dos exames nacionais e contra aquilo que dizem ser um ataque do governo à Educação, com a reforma orgânica feita no Ministério, que resultou “no caos nos exames”.

Em declarações aos jornalistas à margem da comemoração dos 50 anos da Escola Básica e Secundária de Terras de Bouro, no distrito de Braga, o governante assumiu que desconhecia esta semana de luta estudantil, explicando o que se passou na correção dos exames nacionais no último ano letivo.

“Aquilo que aconteceu nos exames não tem absolutamente nada a ver com a reforma orgânica que estamos a fazer. Há relatórios que estão públicos neste momento, haverá uma Comissão Parlamentar de Inquérito. Aquilo que aconteceu foi um problema técnico de leitura de 'QR Codes'. Não tem absolutamente nada a ver com a reforma no Ministério, como será demonstrado de uma forma muito clara”, afirmou Fernando Alexandre.

Quanto aos exames nacionais, o ministro da Educação, Ciência e Inovação considerou não haver “dúvidas nenhumas” sobre o facto de serem “absolutamente essenciais”.

“Não há igualdade de oportunidades sem exames nacionais, porque eu só posso saber a qualidade do ensino se tiver um instrumento para avaliar essa qualidade. Se eu não souber qual a qualidade do ensino através de um instrumento da avaliação eu posso ter os alunos a concluir o secundário e eles, de facto, não têm as competências que são necessárias”, justificou Fernando Alexandre.

O ministro da Educação acrescentou que “independentemente de outras funções que os exames nacionais possam ter, por exemplo, para o acesso ao ensino superior, os exames nacionais são um instrumento absolutamente essencial”.

“Sem isso, não há forma de avaliarmos as aprendizagens e de garantir a igualdade de oportunidades”, salientou o governante.

Lusa
Diana Quintela
Voltar