Este website utiliza cookies que facilitam a navegação, o registo e a recolha de dados estatísticos.
A informação armazenada nos cookies é utilizada exclusivamente pelo nosso website. Ao navegar com os cookies ativos consente a sua utilização.

Diretor Fundador: João Ruivo Diretor: João Carrega Ano: XXIII

BOCAS DO GALINHEIRO Scarlett Johansson, super heroína

05-08-2021

Scarlett Johansson processou a Disney, pelo facto de ter lançado o filme “Viúva Negra”, protagonizado pela atriz, na plataforma de streaming Disney+ (uma operação cada vez mais usual dos estúdios) e nos cinemas, arguindo o não cumprimento do contrato, exibição unicamente em salas, uma vez que Johansson recebe a uma percentagem das receitas de bilheteira do filme. A Disney, dona dos estúdios da Marvel já veio responder à actriz acusando-a de “insensibilidade perante os horríveis e persistentes efeitos globais da pandemia de covid-19”.
Querelas à parte, no universo dos super-heróis, uma personagem nos acompanhava de há uns tempos a esta parte sem direito a título próprio. Falamos da libertação/emancipação da super heroína interpretada por Scarlet Johansen, Natasha Romanoff (Viúva Negra), na sua primeira fita em solitário, apesar de rodeada de várias personagens do universo Marvel, se assim o podemos dizer. Mas esta personagem já nos é familiar da saga os Vingadores (“Os Vingadores, 2012, e “Vingadores: A Era de Ultron”, 2015, de Joss Whedon e “Vingadores: Guerra do Infinito” 2018, e “Vingadores: Endgame”, 2019, de Anthony e Joe Russo), um êxito do Marvel Cinematic Universe (MCU), que é filão para os amantes de comics e acção. Porém, a sua primeira aparição remonta a “Homem de Ferro 2”, de 2010, dirigido por Jon Favreau, sendo depois parceira habitual dos heróis do estúdio em “Capitão América: O Soldado do Inverno” (2014) e “Capitão América: Guerra Civil” (2016), de Anthony e Joe Russo, havendo ainda uma participação não creditada em “Captain Marvel” (Capitão Marvel), (2019), de Anna Boden e Ryan Fleck.
Neste novo filme da Marvel Studios, “Viúva Negra”, Natasha Romanoff (Scarlett Johansson), que se inspira na Viúva Negra, personagem do universo Marvel criada, em 1964, por Stan Lee, Don Rico e Don Heck, precisa confrontar partes de sua história quando surge uma conspiração ligada ao seu passado como espiã russa. Perseguida por uma força que não irá parar até derrotá-la, Natasha terá que lidar com sua antiga vida de espiã e também reencontrar membros de sua família que deixou para trás antes de se tornar parte dos Vingadores.
Dirigido por Cate Shortland e produzido por Kevin Feige, “Viúva Negra”, um thriller de espionagem, é o primeiro filme da fase quatro do Universo Cinematográfico Marvel, depois das séries “Wandavision” e “O Falcão e o Soldado do Inverno”, lembrando que a fase um teve início em 2008 com “Homem de Ferro”, e já vem aí a fase cinco! Viúva Negra é mais uma das Super Heroínas que passaram dos comics para o cinema, provenientes das duas editoras mais conhecidas: a Marvel e a DC Comics e mesmo do Manga. A história inicia-se com Wonder Woman e não parou até hoje, com personagens que vão de Supergirl, a Catwoman, passando por Harley Quinn, de “Esquadrão Suicida” (interpretada por Margot Robbie), Tormenta de “XMen” (interpretada por Halle Berry) ou Valquíria, de “Thor: Ragnorak” (Tessa Thompson) e muitas outras, bem como por Major, um cérebro humano transplantado para um robot, interpretada por Johansson em “Ghost in the Shell” (2017), de Rupert Sanders, adaptação do manga japonês homónimo, de Masamune Shirow, ou Gamora (Zoe Saldana), em “Guardiões da Galáxia Vol. 2”
Nascida a 22 de Novembro de 1984, Scarlett Johansson é um bom exemplo de actrizes juvenis que singraram na carreira. Depois de curtas aparições no grande écran, como em “North, O Puto Maravilha” (1994), “Sozinho em Casa 3” (1994), o seu primeiro papel de relevo acontece em “O Encantador de Cavalos” (1998), dirigido e interpretado por Robert Redford, despontando em pleno em “Lost In Translation” (O Amor é um Lugar Estranho, 2003), de Sofia Coppola, ao lado de Bill Murray, numa Tóquio onde se encontram longe das sua relações perdidas, para no mesmo ano protagonizar uma jovem criada que se torna modelo do grande pintor Vermeer, numa adaptação da novela de Tracy Chevalier, em “Rapariga com Brinco de Pérola”, de Peter Webber.
Depois tem três filmes (algo dispares, como é timbre no autor) dirigida por Woody Allen, como são “Match Point” (2005), um thriller, o melhor deles, “Scoop” (2006), com mais uma passagem do realizador pelo mundo do ilusionismo e “Vicky Cristina Barcelona” (2008), do périplo europeu do realizador pelas cidades que melhor pagavam, Paris, Roma ou Barcelona. Pelo meio um não muito conseguido “Dália Negra”, (2006), de Brian de Palma, antes de se infiltrar no mundo das super heroínas. Lembrar ainda “Lucy” (2014), de Luc Besson, ou como uma mula (forçada) de droga se transforma num ser humano que usa todas as suas potencialidades em virtude de ter ingerido a substância que era suposto entregar. O resto imagina-se, ou não, num mundo de ficção científica muito ao gosto do francês.
Nos últimos tempos vimo-la em “Marrige Story, de Noah Baumbach, ao lado de Adam Driver, que lhe valeu a nomeação para o Oscar de Melhor Actriz Secundária, que perdeu para Laura Dern no mesmo filme. Curiosamente estava nomeada na mesma categoria por “Jojo Rabbit”, de Taika Waititi.
Scarlett Johansson, uma actriz de inegável talento que com inteligência tem vindo a construir personagens de grande carácter e profundidade.
Até à próxima e bons filmes!

Luís Dinis da Rosa

Este texto não segue o novo Acordo Ortográfico

 
Voltar