Henrique Gil, docente e antigo diretor da Escola Superior de Educação de Castelo Branco, acaba de realizar as suas provas de Agregação, na Universidade Aberta. As provas decorreram, a 20 de maio, na Área Científica de «Educação e Ensino a Distância», especialidade em «Currículo, Comunicação e Tecnologia Educativa», tendo sido aprovado por unanimidade.
A temática apresentada teve o título de «Cidadania Digital - Infoinclusão em Ecossistemas Digitais Emergentes».
A temática foi apresentada no âmbito da formação inicial e contínua de professores, propondo uma abordagem crítica, reflexiva e prática sobre os desafios e oportunidades da cidadania digital no contexto de ecossistemas digitais emergentes. Partiu-se da evolução da Sociedade da Informação para a Sociedade em Rede, explorando o conceito de literacia e cidadania digital enquanto competências fundamentais para a inclusão plena na presente sociedade digital.
Foram analisadas as desigualdades associadas à fratura digital, contrapondo-as com perspetivas de infoinclusão, tendo como base os referenciais nacionais e europeus de competências digitais. A adoção de tecnologias digitais foi discutida através de quadros teóricos e de modelos como o Technological Pedagogical Content Framework (TPACK), Theory of Technology Acceptance Model (TAM), Senior Technology Acceptance Model (STAM), United Theory of Technology Acceptance Model (UTAUT) e o Desenho Universal para a Aprendizagem (DUA), promovendo uma visão crítica sobre o seu impacto na prática pedagógica e na equidade educativa para uma infoinclusão plena.
Abordaram-se, ainda, áreas-chave das rotinas diárias numa sociedade cada vez mais digital (e-Governo, e-Saúde, as redes sociais, a segurança online e a aprendizagem ao longo da vida) reforçando o papel do professor enquanto mediador do uso responsável, seguro e ético das tecnologias digitais.
Por fim, discutiu-se o futuro digital com foco nas tecnologias emergentes como o machine learning, computação quântica, aplicações generativas de IA (com destaque para o ChatGPT), bem como os conceitos de singularidade tecnológica e transumanismo.
Promoveu-se uma visão crítica, ética e humanista acerca das potencialidades, limitações e constrangimentos das tecnologias digitais, no âmbito da formação de professores para que estejam capacitados para fomentar e incrementar uma infoinclusão e uma cidadania digital que seja responsável, crítica, reflexiva e ética no âmbito da comunidade educativa e que seja extensiva ao mundo laboral e social.